Resposta direta: uma indústria que usa o Sankhya passou a perguntar ao ERP pelo Claude, conectado direto aos dados do sistema. O resultado foi análise mais rápida e mais profunda, mais gente da empresa usando o dado e a IA sugerindo melhorias a partir dos números. A BIA, assistente de IA da própria Sankhya, também consulta o ERP em português; nesse caso, a empresa usa só o Claude.
faturamento_mes e desempenho_vendedor no SankhyaO mês fechou em R$ 2,41 milhões, 6% acima do mês passado. O crescimento veio quase todo de 3 clientes do interior.
Dois vendedores ficaram abaixo da média nas últimas duas semanas, os dois com carteira concentrada na capital.
Sugestão: puxar a lista de clientes sem compra há 60 dias da capital e dividir entre esses dois vendedores na segunda-feira. Quer que eu monte a lista?
O dado do Sankhya existe. O caminho até ele é que é longo
Quem usa o Sankhya conhece a cena. O número está certo dentro do ERP: caixa, faturamento, inadimplência, carga do dia. Mas, para a diretoria ter esse número na mão, alguém precisa abrir o sistema, achar a tela, exportar, montar a planilha e mandar. Quando a resposta chega, a pergunta já mudou.
Painéis de BI encurtam parte desse caminho, mas só respondem ao que alguém previu quando montou o painel. A pergunta do dia a dia raramente é a do painel: "por que esse cliente sumiu?", "esse mês está melhor que o mesmo mês do ano passado?", "quem da equipe precisa de ajuda essa semana?".
É aí que a inteligência artificial no ERP faz diferença: a pergunta é feita em português, do jeito que a pessoa pensa, e a resposta vem do dado real, na hora.
BIA ou Claude: duas formas de perguntar ao ERP
A própria Sankhya tem uma assistente de IA, a BIA. Segundo a empresa, ela permite consultar os dados do sistema em linguagem natural, por texto ou voz, sem navegar por menus e telas (IT Forum). É a opção nativa, que vem do próprio fornecedor do ERP.
A outra forma é ligar um modelo de IA de uso geral, como o Claude, direto aos dados do Sankhya. Foi o caminho dessa indústria. Ela nunca usou a BIA no dia a dia: desde o início, a diretoria pergunta ao ERP pelo Claude.
Assistente nativa do ERP (BIA)
- Vem do próprio fornecedor do Sankhya
- Fica dentro do ecossistema do ERP
- Boa para quem quer começar pelo que o sistema já oferece
Claude conectado ao Sankhya
- A equipe já trabalha no Claude para escrever, analisar e planejar
- O dado do ERP entra na mesma conversa de todo o resto
- Cada consulta segue a regra de negócio da empresa
- A IA sugere o próximo passo, não só o número
Por que essa indústria pergunta ao ERP pelo Claude
1. A equipe já trabalhava no Claude. A indústria passou por um treinamento de IA in company, e o Claude virou ferramenta do dia a dia para escrever, revisar, analisar e planejar. Levar o dado do Sankhya para dentro do Claude significou não abrir mais uma ferramenta: a pergunta sobre o ERP acontece na mesma conversa em que a pessoa já está trabalhando.
2. A pergunta vira análise, não só número. O Claude busca o dado no Sankhya e, na mesma resposta, compara períodos, aponta o que mudou e explica por quê. A diretoria não recebe uma tabela para interpretar: recebe a leitura do número.
3. A IA sugere melhorias. Depois de responder, o Claude propõe o próximo passo a partir do que encontrou: uma lista de clientes para reativar, um vendedor que precisa de apoio, uma despesa que fugiu do padrão. Esse foi um dos ganhos que a empresa mais percebeu: o dado deixou de ser só controle e passou a gerar ideia de ação.
4. As consultas seguem a regra da empresa. Cada pergunta da diretoria virou uma consulta própria ao Sankhya, conferida número por número contra a tela em que a equipe já confiava. O faturamento, por exemplo, é contado do jeito que o financeiro da empresa conta, e não por um critério genérico.
Como o Claude acessa o Sankhya
A ligação é feita por um conector, construído com o MCP (Model Context Protocol), o padrão aberto que liga o Claude a sistemas externos. O conector conversa com a API do Sankhya e entrega ao Claude 23 consultas de leitura, do caixa do dia à DRE do ano, além de 2 ferramentas que transformam a resposta em relatório ou e-mail.
O passo a passo técnico, da autenticação na API ao servidor na Cloudflare, está no artigo como ter um agente de IA no ERP Sankhya com o Claude.
O resultado
O que mudou na rotina da indústria, segundo o próprio uso:
- Análise melhor e mais rápida. A pergunta que dependia de alguém montar planilha passou a ser respondida na hora, já com comparação e explicação.
- Mais gente usando o dado. Perguntar em português derrubou a barreira de saber onde fica cada tela no ERP. O número do Sankhya deixou de ser assunto só de quem domina o sistema.
- Facilidade para perguntar. A diretoria pergunta no momento em que a dúvida aparece, inclusive a pergunta que nenhum relatório previa.
- Ideias de melhoria. O Claude não para no número: propõe a ação seguinte, e a conversa sobre o dado vira conversa sobre o que fazer.
Boas práticas que aplicamos
1. Cada consulta nasce de uma pergunta real. A lista das 23 consultas não foi definida no início do projeto. Ela cresceu com as perguntas que a diretoria fazia toda semana, e cresce de novo quando surge uma pergunta nova.
2. Nenhum número entra no ar sem bater com a tela do Sankhya. O critério é o relatório em que a equipe já confia dentro do ERP. A IA explica; quem garante o número é a consulta conferida.
3. A descrição de cada consulta explica o dado como o financeiro entende. O Claude lê essa descrição para responder. Por isso ela traz o contexto do negócio, e a resposta já chega com a leitura certa.
4. Só leitura. O Claude busca, compara e sugere, mas não lança nem altera nada no ERP. A decisão continua com as pessoas.
5. Treinamento antes da ferramenta. A equipe aprendeu a usar o Claude antes de ganhar o acesso ao ERP. Quem já sabe conversar com a IA faz perguntas melhores ao dado.
Como a Nexus usa IA nesse tipo de projeto
IA em dado de gestão, para nós, começa pela pergunta e pela equipe, não pela ferramenta. Primeiro entendemos o que a diretoria pergunta toda semana e onde a equipe já trabalha. Se a empresa já usa o Claude, levamos o ERP até ele; se ainda não usa, o treinamento vem antes. Depois construímos uma consulta para cada pergunta, conferida contra o sistema, e ligamos tudo ao Claude.
O desenho serve para o Sankhya e para outros ERPs com API. É a base da nossa solução de copiloto de dados com IA: o dado fica onde já está, a regra de negócio é da empresa e a IA encurta a distância entre a dúvida e a decisão. Para ver a mesma lógica aplicada ao comercial, o kit do agente de CRM no WhatsApp mostra um agente montado no Claude passo a passo.
Perguntas frequentes
A BIA da Sankhya e o Claude fazem a mesma coisa? As duas permitem perguntar ao ERP em linguagem natural. A BIA é a assistente da própria Sankhya. O Claude conectado ao Sankhya entra quando a equipe já trabalha no Claude e quer o dado do ERP na mesma conversa em que analisa, escreve e decide, com consultas feitas sob a regra de negócio da empresa.
Precisa escolher entre a BIA e o Claude? Não. Uma não impede a outra. A escolha depende de onde a equipe já trabalha e do tipo de pergunta. No caso descrito, a indústria usa só o Claude.
O Claude altera dados no Sankhya? Não. As consultas ao Sankhya são de leitura. O Claude busca o número, compara e explica, mas não lança nem edita nada no ERP.
Quanto tempo leva para ligar o Claude ao Sankhya? Depende de quantas perguntas a diretoria quer responder e da conferência de cada número contra a tela do Sankhya. O caminho técnico está descrito no artigo sobre agente de IA no ERP Sankhya com o Claude.
